Olhando pela janela

No caminho
algumas pessoas pareciam perdidas 
no tempo.
Demorei entender
enquanto seguia 
sem direção.

Dançando conforme a música

confiei no destino.

Jeito fácil e prejudicial

de viver culpando os outros.

O tempo e o vento podem ser contemplados, disperdiçado 

ou amaldiçoado

depende de quem se relaciona com ele.


Aconteceu comigo

com a atenção fora do presente

consciência ausente

entrei no automático

e deixei a vida me levar.

Nessa retrospectiva improvisada

me pego

chorando o passado

e com medos 

do futuro.

Vivi em cima do muro

meu porto seguro

estacionei no lugar.


E "o meu medo maior

é o espelho se quebrar"


Nina Barbosa

23/01/2021