PRECISO DAR NOME À MUITAS COISAS. NEM TODAS POESIAS TEM UM NOME
Eu sou um ponto de interrogação
sou todas as interrogações que puderem existir
sou todas as perguntas que podem ser formuladas
eu não sou resposta
não tenho respostas
não quero suas respostas
eu busco respostas
e quanto mais respostas busco
novas perguntas são formuladas
Não me interroguem
a menos que queiram me julgar
Não me neguem o direito de respostas
ou arrancarei com minhas próprias mãos, o direito de falar
Pois tenho o poder da palavra
eu sou o poder
eu sou o direito
eu sou a fala
eu sou a palavra
O teu silêncio não me cala
Vire as costas e não me calará
Não preciso da sua audiência
Pois eu sei quem eu sou
Eu sou a interrogação
a minha palavra provoca ação
Reflexão
e ficamos entregues às respostas
novamente
Eu sou o ponto na sua visão
eu sou um ponto sem vista
eu sou a vista no ponto de ônibus sozinha
à noite, de manhãzinha
Eu sou a chegada do busão
Eu sou, eu fui, eu vou.
sou todas as interrogações que puderem existir
sou todas as perguntas que podem ser formuladas
eu não sou resposta
não tenho respostas
não quero suas respostas
eu busco respostas
e quanto mais respostas busco
novas perguntas são formuladas
Não me interroguem
a menos que queiram me julgar
Não me neguem o direito de respostas
ou arrancarei com minhas próprias mãos, o direito de falar
Pois tenho o poder da palavra
eu sou o poder
eu sou o direito
eu sou a fala
eu sou a palavra
O teu silêncio não me cala
Vire as costas e não me calará
Não preciso da sua audiência
Pois eu sei quem eu sou
Eu sou a interrogação
a minha palavra provoca ação
Reflexão
e ficamos entregues às respostas
novamente
Eu sou o ponto na sua visão
eu sou um ponto sem vista
eu sou a vista no ponto de ônibus sozinha
à noite, de manhãzinha
Eu sou a chegada do busão
Eu sou, eu fui, eu vou.
ÚLTIMA CLÁUSULA, não menos importante,
PARÁGRAFOS ÚNICOS:
Eu sou fratura exposta
eu sou a negação das respostas
sou dores abdominais
sou a vergonha amarrada na cara
e a cara feia sentada na fome
Eu não sou um nome
Eu tenho um nome
e sou muito mais
Eu só quero meu olfato
meu paladar, de volta
seus julgamentos, seus olhares
me causaram prejuízos nasais
e despertaram revolta
Quer saber quem sou
sabe quem sou eu?
sabe com quem está falando?
Ouça
escute
observe
e verás
Veloz, feroz, voraz
Eu sou a ingenuidade
sou a multiplicidade
a poesia na cidade
diversidade.
Sagaz.
Nina Barbosa
17/05/2021